quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Filmes infantis nos anos 90



Se você foi criança nos anos 90, com certeza se lembra dos filmes que passavam na sessão da tarde na TV Globo, ou no cinema em casa na SBT, não era todo mundo que tinha acesso a TV a cabo, e internet parecia algo distante, então se algum filme fosse amado pelas crianças ele seria exibido exaustivamente na parte da tarde, durante a semana na TV aberta mesmo.

Quem não se lembra de chegar da escola, e correr para a frente da televisão, e esperar passar um bom filme, e ficar dividido se as duas emissoras concorrentes estivessem exibindo filmes legais, e por vezes isso acontecia.

Bons atores e diretores eram envolvidos nesses projetos, os filmes ditos "para família" traziam formulas mágicas de entretenimento, que acabaram por virar boas lembranças para toda uma geração.

E você se lembra desses títulos? Se lembra de outros?

Então deixe o seu comentário.

"Três Ninjas – Uma Aventura Radical" - Jon Turteltaub, 1992

"o jardim secreto" - Agnieszka Holland, 1993

"A Chave Mágica" - Frank Oz, 1995

"Matilda" - Danny DeVito, 1997

"Esqueceram de Mim" - Chris Columbus, 1990

"Abracadabra" - Kenny Ortega, 1993

"a princesinha" - Alfonso Cuarón, 1995

"Guerreiros da Virtude" - Ronny Yu, 1997

sábado, 10 de setembro de 2016

“Lanterna Mágica - Autobiografia de Ingmar Bergman” – Ingmar Bergman 1987


Ingmar Bergman

Livro que narra à biografia do dramaturgo e cineasta sueco Ingmar Bergman desde a infância, até suas experiências como diretor de cinema e teatro, sem seguir os fatos em uma linha cronológica, a obra funciona como uma espécie de diário que divaga pelas experiências e pelas memórias do autor.

O prefácio do livro é escrito pelo também diretor de cinema Woody Allen, que demonstra grande admiração pela obra de Bergman, e em seu texto de abertura do livro, convida o leitor para o universo do artista brilhante e cheio de controversas em sua vida e carreira.

Bergman faz uma grande reflexão dos momentos de sua vida, cada passagem é carregada por certo ar de nostalgia, transformando toda a narrativa do livro em algo extremamente visual, com descrições de pessoas, ambientes, e objetos de uma forma um tanto quanto romântica, como por exemplo, a passagem na qual ele descreve a “Lanterna mágica”, uma maquina de projeções de filmes, que havia ganhado na infância, o que despertou nele desde cedo o amor pela arte da imagem em movimento. Bergman descreve com ternura os momentos que se escondia em um guarda roupas, para poder ligar o aparelho e assistir as imagens sendo projetadas no escuro e sozinho.

Bergman também fala do relacionamento difícil que tinha com o pai, um pastor, conservador e autoritário, de certo modo esta relação acabou refletindo e trazendo muitas características em seu trabalho, desde criança ele passou a questionar a igreja, a família tradicional patriarcal e os costumes da burguesia.

O livro também aborda questões relacionadas a carreira profissional de Bergman, desde a preparação e seu relacionamento com o lenço de suas produções, até detalhes da produção de seus filmes, o de peças de teatro, e ainda problemas burocráticos como prestações de contas ao governo, e pagamentos de impostos.

Um traço interessante no livro são as discrições das pessoas, fazendo parecer que se trata de uma conversa sincera que o autor tem com os leitores, a discrição dos pais, irmãos, e os amores que teve ao longo da vida, onde são detalhados traços de personalidades, e até mesmo defeitos que incomodavam Bergman, nas pessoas com as quais convivia, revelando vários aspectos da sua própria personalidade, e trazendo ao publico facetas de um artista irreverente, que deixou sua marca na história do cinema mundial.

Erotismo e a cidade: Vidas nuas (1967) de Ody Fraga

  O aspecto mais interessante em Vidas nuas é a fluidez como a cidade de São Paulo é filmada, desde seu primeiro plano quando temos acesso ...